MEDITE NISSO

UM blog para ajudar a todos que querem viver o verdadeiro Evangelho em qualquer esfera da sua vida♥


sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

O QUE FAZ UM PROFESSOR DIDÁTICO




A importância do professor em qualquer plano ou sistema educacional é exposta por J. F. Brown: “o professor é, indiscutivelmente, o fator mais decisivo em qualquer plano de educação.
Currículos, programas, organização e equipamentos por muito importantes que sejam, significam pouco ou nada, a não ser quando vitalizados pela personalidade dinâmica do professor.” Na verdade, a qualidade da educação depende de muitos fatores: prédios e aparelhamento escolar adequados, currículos e programas apropriados, organização funcional e administração eficiente; mas, depende, sobretudo, de mestres idôneos e competentes conscientes de suas responsabilidades. E dentro de suas muitas responsabilidades, está a de ser um professor didático, que segundo Rafael Grisi, é ser “simples, acessível e claro.” É inadmissível, nos dias hodiernos, professores na sala de aula sem essas prerrogativas. Mas, afinal, o que faz um professor didático? 
a) Induz o aluno a refletir. O professor precisa está atento às diferenças no estilo de aprendizagem de cada aluno. A doutora Evelise Maria, constatou em sua pesquisa de doutorado, que 80% dos alunos tem um estilo reflexivo de aprender. A questão é: nós vivemos em um mundo reflexivo? Nossas aulas são reflexivas? Estamos formando jovens reflexivos? O professor precisa induzir seu aluno a refletir, pensar, questionar, indagar, caso contrário, estará perdendo tempo em sala de aula.
b) Tem objetivos. Herbert Phillipson disse que: ”o grande princípio essencial de toda atuação educativa e didática é a consciência dos objetivos a serem atingidos.” Na verdade, seremos bons professores na medida em que tivermos uma consciência nítida das finalidades e dos objetivos que devemos atingir pelo nosso trabalho docente junto aos nossos alunos. 2 Timóteo 3. 16 e 17 revelam com inconfundível clareza, os dois primordiais propósitos do ensino da palavra de Deus: primeiro para que o cristão seja perfeito e segundo para que ele se torne habilitado. Todos os atos do professor na sala de aula devem ter esse propósito bem definido. E o mestre deve observar a todo instante se está alcançando seus objetivos.
c) Comprometido com a aprendizagem do aluno. Não se admite professores que não tenham comprometimento com a aprendizagem dos alunos. Todo bom professor compartilha dessa mentalidade. O educador americano John Dewey foi bem simples, acessível e claro (didático) quando disse: “não se poderá dizer que alguém vendeu se outra pessoa não houver comprado como não se pode dizer que ensinou, se ninguém aprendeu.” Nesse caso, o insigne educador não deu outra alternativa aos professores, a não ser, um sincero comprometimento com a aprendizagem do aluno.
d) Tem uma boa comunicação. O termo comunicação vem do latim communis, que significa comum. Partindo desse princípio, é importante lembrar que para comunicar algo ao aluno, o professor precisa estabelecer algo comum com ele. E quanto maior for o número de pontos comuns, maior será a probabilidade de uma boa comunicação. Toda comunicação possui três componentes básicos: intelecto, emoção e vontade; em outras palavras, pensamento, sentimento e ação. Então tudo que se for comunicar gira em torno de: algo que conheço algo que sinto algo que pratico. O professor é um vendedor. A diferença é que está vendendo ideias, conceitos, e não mercadorias, objetos. Então para conseguir vende-las, precisa conhecê-las muito bem, tem que está profundamente convencido de que são boas e tem que praticá-las no seu dia a dia. Isso deve ser uma realidade na vida de um professor didático que ama a educação, seja ela secular ou cristã. Com franqueza, se todas as pessoas que trabalham com educação cristã, tivessem que ganhar a vida vendendo alguma coisa, a maioria morreria de fome. Nas escolas dominicais e instituições cristãs, está sendo ensinado a verdade mais fascinante do mundo - a verdade eterna, mas ao paladar dos educandos é como se fosse “comida de hospital”. É necessário haver uma paixão pelo ato de comunicar. Gilberto Dimentein foi didático ao afirmar: “Quando descobri a paixão pelo ato de comunicar como um verbo bitransitivo, ou seja, comunicar algo a alguém, tudo ficou fácil”.
e) Motiva os educandos. Um professor didático sabe que o ensino será mais eficiente se o aluno se encontrar adequadamente motivado. A mente humana é uma força que funciona ativada por motivações. Um relógio pode bater as horas junto a um ouvido; um objeto pode lançar sua imagem dentro de um campo visual. Mas a mente desatenta não ouvirá nem verá nada. Faz-se cada vez mais necessário a presença de professores motivadores nas nossas instituições de ensino. Motivação e didática são inseparáveis.


Esses princípios são essenciais em qualquer instituição de ensino, visto que sem eles, o processo de ensino aprendizagem ficará deficiente. A didática eficiente é uma necessidade urgente nas nossas escolas dominicais, seminários e academias. O mestre precisa está consciente de sua missão, buscar o aprimoramento nas novas didáticas, está sempre aprendendo, pois quem para de aprender hoje, certamente deixará de ensinar amanhã. O professor deve sempre ser um aluno. Um importante educador norte americano, questionado sobre o porquê de está sempre estudando, respondeu: “simplesmente não paro de estudar porque não quero que os meus alunos bebam água estagnada de uma lagoa, mas água corrente de um rio”. Esse professor tinha um caso de amor com a educação. Um de seus alunos é o Dr. Howard Hendricks, que há 35 anos dá aulas no seminário de Dallas. O insigne professor César Moisés de Carvalho, em entrevista ao informativo do Colportor (CPAD), questionado sobre quais características são fundamentais para o professor, respondeu: “A primeira e mais fundamental (diria até que se trata de um pré-requisito) vem da própria bíblia: dedicação. É impossível ser professor se a pessoa não for alguém dedicado”. Antes de se fazer uma crítica ao desinteresse dos alunos, à evasão escolar, à frieza dos alunos, deve ser levado em consideração o nível de dedicação do professor.
O professor deve possuir conhecimento pedagógico do conteúdo, ou seja, além dele saber o conteúdo a ser desenvolvido, torna-se necessário também saber como transmitir o conhecimento aos alunos. É de fundamental importância o professor ter conhecimentos objetivos a respeito de tudo o que for relevante ao processo pedagógico, pois toda ação consciente depende da existência de conhecimentos. No âmbito da didática como prática da educação cristã institucional, fica a sentença do Dr. Howard Hendricks: “A eficiência de nosso ensino não se avalia com base naquilo que o professor faz, mas no que o aluno faz em decorrência de nossa prática didática”. Na busca pela excelência da educação cristã, faz-se obrigatório, um profundo conhecimento da arte de ensinar (Didática).

 Fonte: Blog Adriano e Educação

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Ministério infantil não é circo e ...


professor não é palhaço...
"Como evangelista e pastora de crianças tenho estado muito preocupada e incomodada com o que tenho visto nestes dias. Tenho orado e o incômodo persiste em meu coração.
Ministério com crianças é um serviço a Deus alegre, colorido, dinâmico sim, pois estamos lhe dando com crianças e não com adultos, porém tenho observado certo exagero ao ver por todos os lados professores e evangelistas vestidos, pintados, mascarados, fantasiados o tempo todo para ministrar a palavra de Deus as crianças, isso quando a palavra é ministrada mesmo, pois muitas pessoas acreditam que estão ensinando a palavra de Deus as crianças e no entanto estão fazendo animação gospel. Estão falando de coisas bonitas e alegres, com temas bíblicos e tudo, as mesmas que eu ouço dos espíritas quando fazem fantoches no seu programa de tve de outras "religiões" que fazem coisas lindas com as crianças, mas não conhecem a Jesus e não pregam o seu evangelho.
Cuidado com este engano! Você pode estar colorida, alegre, musical, etc... mas se a palavra de Deus e o evangelho da salvação não foi compartilhado com as crianças, se Jesus não foi pregado com o mínimo de 6 versículos da Palavra de Deus, então não é evangelismo.
Evangelizar é pregar as crianças a mensagem da salvação, com base bíblica.
O segundo ponto que quero destacaré que com tanta maquiagem, fantasia e apetrechos, o foco está na personagem representada e não em Jesus. Eu não preciso colocar uma melancia de espuma na cabeça e estar maquiada com uma roupa coloridíssima, todas as vezes que vou falar de Jesus ( quando realmente falo!?), pois o foco é tirado de Jesus e colocado em mim.
A criança fica focada na personagem viva e não na mensagem, a palavra de Deus é poder, não precisa de apelação.
Quero deixar claro aqui que não sou contra a qualquer método dinâmico, pelo contrário, sou pedagoga e conheço muito bem a linguagem que devemos ter com as crianças, tudo é válido, sou contra o exagero que tenho observado somos templo do Espírito Santo e guiados por Ele em toda a verdade, Ele é equilíbrio, por isso é preciso ter coerência, limites, bom senso.
Observe o que estou tratando aqui neste artigo, observe nos sites, no orkut, nos blogs, confira se não está existindo um certo exagero...
Nossas crianças estão saturadas de agitação e todo o tipo de entretenimento, pois o mundo, a televisão, a internet, enfim todos os meios de comunicação oferecem isso a elas o TEMPO TODO...
O que as crianças precisam ver em cada professor e evangelista é PODER DE DEUS , isso sim está em falta, observe  que Paulo diz na sua carta aos Coríntios:
"A minha palavra, e a minha pregação, não consistiram em palavras persuasivas de sabedoria humana, mas em demonstração de Espírito e de poder". I Cor. 2:4
"Porque o reino de Deus não consiste em palavras, mas em poder". I Cor 4:20
Observe outros textos:
Se alguém falar, fale segundo as palavras de Deus; se alguém administrar, administre segundo o poder que Deus dá; para que em tudo Deus seja glorificado por Jesus Cristo, a quem pertence a glória e poder para todo o sempre. Amém. I Pedro 4:11
Jesus, porém, respondendo, disse-lhes: Errais, não conhecendo as Escrituras, nem o poder de Deus. Mateus 22:27
Queridos, JESUS É O CENTRO, É o FOCO, nossos dons, estratégias e métodos não podem tomar o lugar que é de JESUS, você e eu não podemos aparecer ou chamar mais a atenção do que o próprio Jesus em nós. ELE TEM QUE APARECER para as crianças e não nós.  ORE sobre isso... que o Espírito Santo possa lhe trazer entendimento completo, pois sei que me expresso com limitação.
Deus te abençoe."
FONTE:SANDRAMAC                                                                                       Claudia Guimarães  =>> http://claudiaguimaraes.com/site/


quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

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terça-feira, 4 de janeiro de 2011

PROFESSOR VOCÊ SABIA DISSO???

A PALAVRA ALUNO SIGNIFICA "SEM LUZ"?


Bastante disseminada nos círculos acadêmicos e pedagógicos, a idéia de que o termo "aluno" significa literalmente "sem luz", não se sustenta etmologicamente. Leia os artigos abaixo:

"A palavra ‘aluno’ vem do verbo latino ‘alo’, que significa ‘nutrir’. O termo tem valor de particípio e significa, simplesmente, ‘aquele que foi nutrido’. Etimologicamente, a palavra se liga ao substantivo ‘alma’, que significa ‘nutriz’, de acordo com a idéia comum de que a alma alimenta o corpo. É, por isso, que a universidade é chamada, com freqüência, de alma mater, isto é, ‘a mãe que nutre’.A falsa etimologia que analisa a palavra ‘aluno’ como composta de “a” (prefixo de negação) e ‘lux’ (luz) não leva em consideração que o prefixo de negação “a”, comumente chamado de “alfa privativo”, só ocorre em palavras de origem grega. Portanto, a explicação não passa de um hibridismo lamentavelmente inculto." (Leia em IASD EM FOCO)

"Uma mentira dita muitas vezes torna-se uma verdade. O boato de que aluno significa ‘sem luz’ é antigo, mas parece ter se fortalecido ainda mais com a internet. Fora alguns portais mais cuidadosos, a maioria repete esta idéia falsa, em contextos dos mais variados e divertidos. Mesmo sites ‘confiáveis’ e educadores ‘renomados" cometem esta gafe. Bastaria uma rápida olhadela no dicionário (ao invés de procurar em portais do tipo "guia dos curiosos") para lançar um pouco de luz à questão. Aluno não quer dizer ‘sem luz’, e sim ‘lactente’, ‘aquele que está crescendo e sendo nutrido’, algo do tipo. Veja abaixo o que o Houaiss nos diz, e logo depois alguns excertos lutando contra esse significado inexistente da palavra ‘aluno’, tal qual Dom Quixote contra seus moinhos..." (Leia em RIZOMAS)

"Aluno (do latimalere: ‘desenvolver, criar’) é o indivíduo que recebe formação de um ou vários professores para adquirir ou ampliar seus conhecimentos[1].Por vezes, usa-se o termo aluno como sinônimo de estudante, uma pessoa que se ocupa do estudo, relativas a um aprendizado de qualquer nível. No entanto, o estudo pode ser uma atividade individual, sem recurso a professores." (Leia emWikipédia)

O Dicionário Latino de Ernesto Faria (2001, p. 14), define alumnus como "Criança de peito, pupilo, e daí, aluno.

De onde vem, então, essa idéia de "aluno" significar sem luz? A resposta quem nos dá é Luckesi. Observe o que ele afirma no texto abaixo:

"O futuro da prática da avaliação da aprendizagem no país é aprendermos a praticá-la tanto do ponto de vista individual de nós educadores, assim como do ponto de vista do sistema e dos sistemas de ensino. Avaliação não virá por decreto, como tudo o mais na vida. A avaliação emergirá solidamente da prática refletida diuturna dos educadores. Uma última coisa que gostaria de dizer aos educadores: vamos substituir o nome “aluno” por estudante ou educando. O termo aluno, segundo os filólogos, vem do verbo alere, do latim, que significa alimentar; porém, existe uma forma de leitura desse termo mais popular e semântica do que filológica que diz que “aluno” significa “aquele que não tem luz” e que teria sua origem também no latim, da seguinte forma: prefixo “a” (=negação) e “lummen” (=luz). Gosto dessa segunda versão, certamente, não correta do ponto de vista filológico, mas verdadeira do ponto de vista da prática cotidiana de ensinar. Nesse contexto de entendimento, agindo com nossos educandos como seres ‘sem luz’, só poderemos praticar uma pedagogia depositária, bancária..., como sinalizou o prof. Paulo Freire. Nunca uma pedagogia construtiva. Dai também, dificilmente, conseguiremos praticar avaliação, pois que esta está voltada para o futuro, para a construção permanente daquilo que é inacabado." (Leia em www.luckesi.com.br

Dessa forma, da próxima vez que você ler ou ouvir tal afirmação, lembre-se que se trata da reprodução de um significado forjado. Como "reprodução" não é um termo bem quisto pela pedagogia contemporânea libertária, é mais adequado ser fiel ao significado real de "aluno", pois, conforme já bem definido é de uma riqueza singular.

Para os seus discípulos (alunos) o Senhor Jesus disse:

"Assim brilhe também a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai que está nos céus." (Mt 5.16) 

Com este termo, percebemos que alunos não apenas sabem, mas, acima de tudo, fazem! 
FONTE:Pr. Altair Germano

domingo, 2 de janeiro de 2011

Matrículas sempre abertas



Escola Bíblica Dominical enfrenta crise, mas ainda é vista como elemento fundamental da Igreja Evangélica.
Por Tatiana Piva
Domingo é dia de escola! Pelo menos, para milhões de crentes que saem de suas casas no chamado dia de descanso a fim de aprender a Palavra de Deus. A Escola Bíblica Dominical (EBD) é a maior e mais democrática instituição de ensino do mundo. Ela abre suas portas a qualquer pessoa, independentemente de idade, classe social ou nível de instrução. Gratuita, oferece a todos a oportunidade de ampliar seus horizontes de conhecimento e espiritualidade. É ali que muita gente senta-se pela primeira vez em um banco escolar, e é nela que pessoas sem qualquer instrução formal podem tornar-se mestres. Além disso, a EBD está diretamente ligada à história das igrejas evangélicas no Brasil, já que foi implantada ainda em meados do século 19, época em que as primeiras denominações protestantes de missão chegaram ao país. Pode-se dizer que a Igreja Evangélica, por aqui, nasceu de mãos dadas com a Escola Dominical.
Até o início da década de 1980, quando a liturgia das igrejas históricas ainda predominava, a EBD era tão cara ao domingo quanto o próprio culto público, a ponto de se apropriar naturalmente da nomenclatura “dominical”. Em inúmeras congregações, as atividades matinais concentram-se no estudo bíblico, conferindo à Palavra de Deus um papel de centralidade na vida dos crentes. Sempre houve discussões quanto à pedagogia e ao conteúdo, é verdade; mas, a despeito do formato e das metodologias aplicadas, matricular-se em uma das classes era o que se esperava de todo e qualquer membro da congregação, fosse veterano ou novo convertido.
Todavia, por volta de trinta anos atrás, teve início uma espécie de crise. Algumas denominações mais novas, notadamente as de linha neopentecostal, acharam por bem substituir a boa e velha Escola Dominical por outras atividades, ou simplesmente aboli-la. A justificativa, correta em parte, era de que o modelo estava desgastado. Em muitas igrejas, de fato, as manhãs de domingo transformaram-se em enfadonhos encontros, onde temas com pouca conexão com a realidade e a vida dos crentes eram abordados. Mas a pergunta é: por mais que a EBD precise de renovação e dinamismo, alguém conseguiu inventar coisa melhor? Se depender das igrejas mais tradicionais, a resposta é a mesma – ou seja, um retumbante “não”. Muitas denominações continuam adeptas do modelo tradicional de Escola Dominical e reiteram que seus frutos são benéficos aos cristãos, mesmo em pleno século 21, época de tantas modernidades. “Acredito que ela é a mais importante agência de aprendizado bíblico e de evangelização da Igreja”, afirma Rute Bertoldo Vieira Moraes, pastora, redatora e coordenadora do Departamento Nacional de Escola Dominical da Igreja Metodista. “Muitas igrejas surgiram a partir da EBD, especialmente através do trabalho com crianças”, confirma.
Material abundante­ – Não existem estatísticas, nem mesmo denominacionais, para indicar se a frequência à Escola Dominical está mesmo em queda, como se queixam tantos pastores e educadores cristãos. Mas ninguém tem dúvidas de que a instituição esta longe da extinção. E, mesmo não sendo uma unanimidade, ela continua contando com forte apoio entre os evangélicos. Segundo a teóloga Lilia Dias Marianno, mestre em ciências da religião e assessora do Departamento de Educação da Convenção Batista Brasileira (CBB), as pessoas podem estar desacreditadas da igreja, mas não das Escrituras. “O amor pela Bíblia está aumentando nesses últimos dias”, entusiasma-se. “Mas há muitas igrejas que não estão vivendo a Palavra de Deus e, por isso, também não conseguem suprir a necessidade das pessoas”, opina. Por essa razão, variados ministérios seguem investindo na EBD como principal ferramenta de discipulado. Uma das maneiras encontradas para se fazer isso tem sido através das editoras das próprias denominações, as quais têm colaborado com a publicação de materiais e organização de eventos para formação de professores.
A Assembleia de Deus, maior confissão evangélica do país, constitui o melhor exemplo. A Casa Publicadora das Assembléias de Deus (CPAD), sediada no Rio de Janeiro, não apenas produz vasto material para alunos e professores das mais diferentes classes, como também promove encontros nacionais para educadores. Esses congressos, de grande porte, atraem professores e dirigentes de ensino bíblico de diversas denominações, interessados no know-how de uma igreja que já caminha para 100 anos de fidelidade às Escrituras. Outras instituições eclesiásticas fazem o mesmo, elaborando e publicando o próprio material educativo. As igrejas batistas contam com a Junta de Educação Religiosa e Publicações (Juerp); já a Editora Cultura Cristã é responsável pelas lições dos presbiterianos; e as igrejas metodistas também dispõem de material próprio de EBD. Em todos os casos, os currículos são elaborados de acordo com a ortodoxia da doutrina cristã e as particularidades teológicas de cada grupo.
“Preparamos uma matriz que apresenta a divisão dos temas, sua distribuição e seu detalhamento ao longo dos anos”, explica Cláudio Antônio Batista Marra, teólogo, jornalista e editor da Editora Cultura Cristã, de São Paulo. A casa edita e distribui material eclesiástico, respeitando cada fase do desenvolvimento etário e espiritual de seus fiéis, de modo que os alunos possam aprender e aplicar os ensinamentos na vida prática. “As idades são agrupadas em faixas para viabilizar a criação do material, sua comercialização e uso”, diz o editor. Hoje em dia, a diversidade de bons materiais é tanta que, mesmo entre as igrejas históricas, congregações locais muitas vezes optam por trocar o material da casa publicadora denominacional por lições de outras editoras, por entender que é mais adequado àquele momento – isso, quando não o produzem internamente.
Quem oferece essas lições sem traços teológicos ou eclesiológicos específicos de uma denominação precisa manter duas preocupações: com o preço final – as publicadoras independentes não contam com subsídios de igrejas, e por isso precisam produzir lucro para continuar funcionando – e com a qualidade do conteúdo. “Isso exige uma postura de vida tanto corporativa quanto individual orientada pelo paradigma da grande missão da Igreja”, afirma André de Souza Lima, editor assistente da Editora Cristã Evangélica. “Ou seja, existimos para ensinar os discípulos de Cristo a guardar todas as coisas.”
“Alimento nutritivo” – “Se a Escola Dominical fosse mais promovida, teríamos uma Igreja quatro vezes maior”, pontifica o pastor e professor Antônio Gilberto, da Assembleia de Deus, um dos mais respeitados educadores cristãos do país. Formado em psicologia, teologia, pedagogia e letras, Gilberto tem 56 anos de experiência na área e é autor de sete livros, entre eles o Manual de Escola Dominical (CPAD), considerada obra de referência. No entender de Gilberto, muitas igrejas têm sofrido com problemas devido à pouca importância que dão ao estudo da Palavra. Defensor intransigente da EBD clássica – aquela que se realiza ao menos uma vez por semana, envolvendo toda a igreja, com métodos de ensino e conteúdo –, o veterano mestre anda preocupado com o que vê no cenário evangélico brasileiro. “As igrejas precisam se conscientizar de que a educação bíblica é um investimento que merece lugar entre as prioridades da igreja”, sentencia.
Algumas denominações de surgimento mais recente, no entanto, parecem dispostas a quebrar o modelo clássico e oferecer a seus fiéis algo que entendem mais contextualizado como prática educacional e de discipulado. É o caso da Igreja Renascer em Cristo, com a sua Escola de Profetas, mais voltada para a formação de liderança. Já a Igreja Bola de Neve – denominação criada por surfistas evangélicos e que tem membresia predominantemente jovem –, por sua vez, mantém um ministério voltado para o estudo da Bíblia chamado Mergulhando na Palavra, de natureza mais informal.
De maneira geral, são duas as principais críticas às iniciativas que diferem da EBD convencional: a primeira diz respeito à confiabilidade do conteúdo ministrado; e a outra se concentra na falta de uma estrutura que contemple as necessidades específicas de cada grupo dentro da igreja. O modelo em células, por exemplo, é rejeitado por muitos especialistas religiosos no que se refere ao discipulado. Para Lilia Dias Marianno, esse modelo muitas vezes se limita a reproduzir aquilo que é dito pelo pastor nos cultos durante as reuniões na semana. “O modelo de células não produz conhecimento bíblico. Nele não há estudos consistentes das Escrituras”, critica.
Há ainda as denominações que nem mesmo possuem algo que substitua a EBD, limitando a transmissão do conhecimento bíblico às pregações nos cultos. É o caso, por exemplo, das igrejas de linha neopentecostal, comoUniversal do Reino de Deus, Mundial do Poder de Deus e a Internacional da Graça. Procuradas pela reportagem de CRISTIANISMO HOJE para dar informações a respeito do assunto, seus representantes não haviam se pronunciado até o fechamento desta edição. Como investem fortemente em mídia, principalmente em rádio e televisão, igrejas dessa linha atraem milhares de pessoas a seus templos, promovendo cultos todos os dias da semana. Mas muita gente discorda que tais ajuntamentos constituam uma forma de discipulado. “O culto é celebração, não ensinamento. O espaço de ensino bíblico é outro momento. Na Escola Bíblica Dominical, são formados discípulos; é o momento de o povo leigo sentar, estudar e buscar conhecimento”, opina Lilia.
A questão não se resume à consistência do alimento espiritual; ela passa também pela maneira como esse conteúdo é apresentado. A concorrência pela atenção do membro da igreja é forte. “Hoje em dia, as igrejas sofrem com a falta de interesse dos membros pelo estudo da Bíblia, pois existem outros atrativos mais interessantes, como louvor, festas e confraternização, sem falar na ênfase nos milagres e na solução rápida de problemas, elementos com alto apelo sensorial”, afirma Silas Davi Santos, professor de EBD dos jovens da Igreja Metodista em Itaberaba (SP). No seu entender, o verdadeiro estudo da Palavra segue na contramão disso, pois exige tempo, disciplina e dedicação. “A Escola Dominical pode e deve ajudar o cristão e aluno a manter o foco na Palavra, fomentando os ensinamentos de Jesus para que não se desvie por caminhos errados.”

Escola para a vida
A Escola Bíblica Dominical tem certidão de nascimento. Ela surgiu em 1780, na cidade inglesa de Gloucester. O jornalista evangélico Robert Raikes percebeu que muitas crianças da cidade estavam envolvidas com furtos, vícios e outros delitos. Resolvido a tentar mudar aquele quadro de perigo social, saiu pelas ruas e convidou os pequenos que encontrou a participar de uma reunião aos domingos, na qual seriam oferecidas aulas de alfabetização, linguagem, gramática, matemática e religião. As crianças ficaram muito empolgadas e a participação foi crescendo. Em pouco tempo, os alunos não aprenderam lições apenas sobre a Bíblia, mas também acerca de moral e ética com princípios cristãos. O próprio Robert Raikes jamais poderia imaginar que aquela pequena semente se tornaria um ministério importante e estratégico para a Igreja de Cristo, oferecendo a cada crente a oportunidade de – como recomenda a própria Bíblia – conhecer e prosseguir em conhecer as Sagradas Escrituras.
Nos Estados Unidos, um dos maiores entusiastas do ensino bíblico era o editor e evangelista Dwight L.Moody. A escola dominical que montou em Chicago foi a maior de sua época, com frequência média de 650 pessoas e sessenta professores. Assim como Raikes, Moody deu especial atenção à formação cristã das crianças. Sua EBD infantil atendia a quase mil meninos e meninas, além de suas famílias. Como sinal do prestígio de seu trabalho, até o presidente americano Abraham Lincoln visitou suas instalações e falou aos alunos. O trabalho do evangelista deu origem a respeitados estabelecimentos de ensino de orientação cristã, como o Instituto Bíblico Moody e Escola Monte Hermon.
Já no Brasil, a Escola Dominical surgiu em meados do século 19. O casal de missionários escoceses Robert e Sarah Kalley instalou-se em Petrópolis, na Região Serrana fluminense, buscando ali um clima mais parecido com o deixado para trás na Europa. Erudito e bem articulado, o médico Kalley logo tornou-se interlocutor do imperador D.Pedro II. Graças às suas boas relações com o monarca, o missionário conseguiu que, pouco a pouco, as restrições à fé protestante no Império fossem abrandadas. Uma delas impedia que os grupos evangélicos se reunissem em construções com aspecto de templo, a fim de que não fossem confundidos com as igrejas católicas. Outra discriminação – a que proibia o sepultamento de protestantes em cemitérios gerais – também foi abolida. No dia 19 de agosto de 1855, a casa dos Kalley abriu-se para cinco crianças da região. Naquele dia, Sarah, que já dominava o português, deu uma aula baseada na história do profeta Jonas – aquele que fugiu de Deus e foi engolido por um peixe –, enfatizando a necessidade da obediência ao Senhor. Nascia ali a EBD em território nacional.

“Nem os pastores põem mais fé na EBD”
Entrevista exclusiva com o professor Angelo Gagliardi Jr.

O teólogo e médico Angelo Gagliardi Júnior, 53 anos, escreveu o livro Você acredita em Escola Dominical? no fim dos anos 1990, no qual debatia a crise desse modelo de ensino. Em entrevista a CRISTIANISMO HOJE, ele mostra que o tema continua atual.

CRISTIANISMO HOJE – Na década passada, quando o senhor escreveu o livro, o panorama da Escola Bíblica Dominical era diferente do de hoje?
ANGELO GAGLIARDI JR – Basicamente, os problemas são os mesmos, com o agravante de que o Evangelho é apresentado hoje numa visão mais utilitária, superficial, hedonista, sem ênfase no necessário conhecimento da Palavra e em atitudes como o arrependimento, a mudança de vida e o compromisso com o Senhor. Creio que o fato de hoje haver bem mais igrejas questionando-se e pensando em buscar alternativas seja um avanço. Isso era impensável, por exemplo, há trinta anos, quando matava-se o povo de fome com absoluta frieza em nome da tradição denominacional. O que regrediu foi o fato de ser cada vez maior o desapego ao ensino e ao manuseio da Bíblia como material central de estudo da escola. É, contudo, a Bíblia, a Palavra de Deus, o alimento, a espada, o mel, a lâmpada. Ela é insubstituível como instrumento de revelação de Deus.

Muitas igrejas promoveram mudanças na estrutura clássica da escola bíblica. Qual a sua opinião sobre isso?
É uma questão de visão, de importância, de prioridades, de filosofia. Sem que essas coisas mudem primeiro, nada dará resultado. É como colocar vinho novo em odres velhos. O problema é que ninguém mais põe fé na EBD, nem os pastores.

O que levou a isso?
Um somatório de fatores. Experiências fracassadas, estruturas arcaicas e carência de recursos didáticos e pedagógicos colaboraram para isso. Some-se a isso os modismos, a frieza espiritual de nossos dias – fato profetizado biblicamente –, a escassez de líderes e os inúmeros compromissos que hoje envolvem a liderança e o povo evangélico, e você terá um quadro pronto para o esvaziamento da EBD.

Muitas igrejas se recusam a adotar o formato convencional de EBD. Seria uma boa justificativa?
Nunca enfatizei o formato nem o apego a uma exclusiva metodologia, sequer a um único material didático acessório ou complementar. A  escola está posta como ministério na Igreja para promover o conhecimento de Deus revelado em Cristo Jesus. Ela deve prover instrução, formação e a maturação do povo de Deus através do ensino, da meditação, do compartilhamento das Sagradas Escrituras.

A pergunta inevitável: como é possível resgatar o valor e a utilidade da Escola Dominical?
Só com a participação verdadeira e comprometida dos líderes e pastores das comunidades. O púlpito exalta o pregador. As sociedades internas e as células são, administrativamente falando, mais fáceis de serem gerenciadas e aliviam grande parte do descomunal peso transferido para as costas do pastor. Mas quem proverá o ensino da Palavra de forma cuidadosa, metódica, ordenada e progressiva?

fonte: Cristianismo hoje





"PEQUENAS FRASES GRANDES EFEITOS"

"Pois no mesmo fogo, o ouro dá brilho e a palha vira fumaça; debaixo da mesma debulhadora o talo é esmagado e o grão debulhado; a borra não é confundida com o óleo porque ambos saem do mesmo lagar. Assim, também, a onda de dificuldades testará, purificará e melhorará os bons, mas socará, esmagará e arrastará para longe os maus. Assim é que, sob o peso da mesma aflição, os ímpios negam e blasfemam de Deus, ao passo que os justos oram a ELE e o louvam. A diferença não está no que as pessoas sofrem, mas no modo que elas sofrem. A mesma sacudida que faz feder a água fedorenta faz o perfume exalar o mais agradável cheiro. (Uma das declarações mais eloquentes de Agostinho)

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Não entendo,quando alcançou mais de 6 MIL visitantes o marcador zerou